Confira minhas impressões sobre esse evento incrível que rolou nos dias 13 e 14 de maio em São Paulo.

Para 2025, estabeleci uma meta clara: estudar mais e me aprofundar nos temas atuais que envolvem o marketing de conteúdo. Isso inclui mergulhar em conteúdos técnicos, explorar novas tecnologias e, claro, participar de eventos que provoquem e inspirem, como foi o caso do Content Experience 2025.
Reunindo grandes profissionais do marketing, o evento foi extremamente proveitoso. Sem gurus, sem fórmulas mágicas e focado no que importa e traz resultados na produção de conteúdo hoje.
Revendo minhas anotações, nem tão precisas, porque às vezes eu parava de escrever para simplesmente ouvir as palestras, compartilho os principais aprendizados e provocações que mais me marcaram.
Quero destacar também as boas conversas durante os intervalos e nos almoços. Bom demais sair para o mundo às vezes, principalmente para quem, como eu, trabalha sozinha em home office.
Pontos de destaque
1. Consistência e frequência: o novo ouro do marketing de conteúdo
Se teve uma palavra que ecoou em quase todas as palestras foi consistência.
Em um cenário onde muitos ainda apostam na viralização, os especialistas mostraram que o que realmente sustenta resultados é manter frequência, direção e estratégia a longo prazo.
2. A era da retenção
Rafael Kiso trouxe a provocação da “era da retenção” e como estamos disputando atenção em milésimos de segundos. Aqui, o desafio é ir além dos 3 segundos iniciais e engajar de verdade.
É preciso investir na retenção de longo prazo. A ideia é construir conexões que realmente marquem o público, indo além das visualizações e buscando causar impacto, gerar lembrança e estimular interações consistentes ao longo do tempo.
3. A ascensão do GEO: quando SEO encontra a IA
Sou suspeita para falar, já que adoro o assunto, mas o pesquisador Bruno Rodrigues (CNPq) foi um dos grandes destaques ao falar sobre GEO – Generative Engine Optimization, que trata da otimização de conteúdos para mecanismos de IA, como o ChatGPT e o Google SGE.
Não se trata mais apenas de ranquear em uma lista de links, mas de fazer seu conteúdo ser usado diretamente nas respostas.
E claro, GEO não anula o SEO. Pelo contrário: quem já faz SEO bem está mais preparado para essa nova fase, mas precisa entender o novo cenário, onde visibilidade e autoridade ganham nova importância.
4. Distribuição importa
Eduardo Correia levantou um ponto que muitas vezes passa despercebido: não basta produzir conteúdo, é preciso saber distribuí-lo para as pessoas certas.
Em um mar de algoritmos e redes, pensar estrategicamente em quem recebe o conteúdo é tão importante quanto o conteúdo em si.

5. Personalização na prática
Carolina Nucci trouxe uma visão valiosa sobre jornada real do cliente, indo além do tradicional topo, meio e fundo de funil.
A proposta é construir um sistema integrado de conteúdo guiado pela jornada do cliente, dando origem ao conceito de Journey-led Content: uma abordagem centrada em confiança, alinhada ao conteúdo e experiência.
Já Fernanda Lima destacou o uso de dados e construção de jornadas mais inteligentes e personalizadas.
6. A hora e a vez das comunidades
Em tempos de algoritmos, automações e inteligência artificial, um conceito antigo ganha nova força: comunidade. Ingrid Abdo, da MAC Cosmetics, destaca que, na era da IA, as redes humanas podem se tornar os ativos mais valiosos das marcas.
Não se trata apenas de acumular seguidores, mas de servir uma comunidade real, com conexões verdadeiras, propósito e escuta ativa. A lógica do “fale com a comunidade, não para a comunidade” resume bem esse novo paradigma.
Em vez de buscar visibilidade a qualquer custo, as marcas que entenderem o valor das conexões genuínas sairão na frente, principalmente) em um mundo cada vez mais tecnológico.
7. Encerramento em alto nível
O evento foi finalizado por Rafael Rez, que entregou uma palestra recheada de dados e provocações sobre o futuro do SEO e da produção de conteúdo na era da IA.
A dica é focar em conteúdo real que resolve os problemas reais das pessoas.
Concluindo…
Depois desses dois dias, aprendi que mais do que nunca o conteúdo precisa ser pensado como um ativo da marca com estratégia, consistência e foco na experiência.
Quem entender isso primeiro, sai na frente.
E olha só meu certificado de participação que bonitinho:

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