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Seu conteúdo está pronto para ser lido por inteligências artificiais?

Prepare-se para esse novo (e grande) desafio.

AX: Seu conteúdo está pronto para ser lido por inteligências artificiais?
Tânia Tiburzio - Redatora.

Novos tempos, novas necessidades e a AX (Agent Experience), chega para transformar a criação de conteúdo na era da inteligência artificial.

Tradicionalmente, escrevemos para pessoas que pesquisam no Google, clicam em links, comparam e decidem. Mas agora, estamos criando para sistemas, para agentes de IA que agem em nome das pessoas.

Na UX tradicional, o usuário é quem toma a iniciativa: pesquisa, compara, escolhe, interage.

Na era AX, essa lógica se inverte. Os agentes de IA aprendem preferências, antecipam necessidades e executam tarefas proativamente. O usuário deixa de ser o operador e passa a ser o cliente de um sistema inteligente que trabalha para ele.

Mas afinal, o que é AX?

AX é a experiência gerada pela interação contínua, fluida e personalizada entre o usuário e seus agentes de IA.

Esses agentes não são simples assistentes que respondem a comandos. São executores autônomos de tarefas complexas, conectados a múltiplos sistemas, dados e contextos.

Eles tomam decisões, agem com iniciativa e entregam resultados.

A interação não se resume mais a cliques, toques ou comandos de voz. Ela nasce da confiança e da autonomia delegada.

E o que isso tem a ver com conteúdo? Tudo.

Se as pessoas estão delegando decisões aos agentes de IA, precisamos aprender a criar pensando nesses novos “intermediários inteligentes”.

Não se trata de escrever como uma IA e sim de escrever para uma IA. De preparar nossos conteúdos para serem lidos, compreendidos, interpretados e priorizados por sistemas como ChatGPT, Gemini, Copilot, Claude ou Perplexity.

É aqui que entra o GEO (Generative Engine Optimization).

GEO x SEO

Enquanto o SEO (Search Engine Optimization) otimiza para motores de busca, o GEO foca nos motores generativos.

Ou seja, o objetivo é tornar nossos conteúdos mais claros, estruturados, confiáveis e úteis para que esses agentes escolham e usem o que produzimos ao responder a seus usuários.

Como criador de conteúdo, vejo uma mudança profunda acontecendo. Estamos deixando de criar apenas para leitores humanos e começando a dialogar com inteligências artificiais que interpretam e representam essas pessoas.

O jogo mudou e a forma de pensar, produzir e distribuir conteúdo também precisa mudar.

Você já está escrevendo para a era dos agentes? Já pensou sobre o assunto?


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